terça-feira, julho 12, 2005

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se o tempo não vê nem fere (não é
ninguém)
porque coibir a verdade da nudez
ansiada? – palidez, talvez, mas
mais que silêncio (dúvida
ou nada)

Abr.20.MMV

4 comentários:

musalia disse...

a verdade...e o que é a verdade? o que pensamos que é ou o que não vemos de todo?
o tempo não fere? não estou tão certa disso...o tempo destroi, corroi. é um facto que também atenua o sofrimento...
beijos.

hfm disse...

Prefiro ficar em silêncio pois não saberia como comentar, em que palavra pegar. A unidade, a cadência, a precisão, a poética fazem deste poema um dos que tenho de reter.

Lilly Rose disse...

mas o tempo vê, e fere e destapa e cura :)

catarina disse...

o tempo vê, e fere, e magoa... mas ainda assim, a verdade da nudez (ou a nudez da verdade) é o que nos resta... uma tábua a boiar num mar gigantesco de imprecisão.