terça-feira, novembro 08, 2011

o único oito do ano




Nem todos os dias a madrugada se adensa assim.

Nem todas as horas estas mãos se esvaziam tanto.



Hoje tudo parece mais inútil, mais estúpido.



Mesmo a dor, adormece inquieta.

Não grita, não se revolta.

Dorme.

Mas nada dorme dentro da dor.



Acho que nunca aprenderei a dizer-te adeus.



oito.xi.MMXI

4 comentários:

Viajante disse...

nada dorme dentro da dor....

e se a dor dorme, ande-se em bicos de pés...

antena_zero disse...

Parabéns pela inspiração :)
aqui fica o canto dos desabafos:

http://disappearanceofkastchei.blogspot.com/

Um beijinho com muitas saudades :)

antena_zero disse...

Sofia Teixeira, senhor professor :)

jorge vicente disse...

acho que nunca a escrever um poema.

meu. dos outros. da vida.

um abraço pelo excelente poema!