/quarta
senhora, responde sem pressa ao meu lamento
não te precipites sobre a minha dor
não te deixes levar pela minha dignidade
responde quando me conheceres melhor
senhora, perscruta em todos os meus gestos
a ínfima subtileza que os distingue
não te iludas com a arquitectura
não te deixes influenciar pela sua cor
senhora, exorta-me a devolver-te tudo
não perdoes uma só grama de alma
não olvides nenhum pensamento oculto
não deixes para trás o mais precioso
senhora, fala comigo uma língua qualquer
que seja bonita e incompreensível
não deixes de dizer que me amas
mesmo que só ouça o vento rouco.
três: 02, MMVIII
domingo, fevereiro 24, 2008
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
livro de orações
/terceira
alma de mil perfumes,
inebria o vento para que pare
e te inale inconsciente e submisso
perfil de nenúfar,
extasia o olhar do poeta e
conduz as palavras até mim,
por mim adentro
reflexo de pureza,
espelha a minha angústia
para que a contemple na
alteridade libertadora
prende-me aos meus sentidos
não me deixes cair já
de mim abaixo
trinta: 01, MMVIII
alma de mil perfumes,
inebria o vento para que pare
e te inale inconsciente e submisso
perfil de nenúfar,
extasia o olhar do poeta e
conduz as palavras até mim,
por mim adentro
reflexo de pureza,
espelha a minha angústia
para que a contemple na
alteridade libertadora
prende-me aos meus sentidos
não me deixes cair já
de mim abaixo
trinta: 01, MMVIII
terça-feira, fevereiro 05, 2008
livro de orações
/segunda
tu, que habistaste o tempo antes de mim,
que viverás onde já não estou
concede-me um retorno mais apenas
esquece por uma eternidade e meia
o nosso nome
deixa cair todo o ouro sobre o
meu tempo inequívoco
tu, que morreste no meu vagido,
que anseias por nascer no estertor dissonante
esconde atrás dos olhos o desejo
do meu gesto
nu
vinte e três: 01, MMVIII
tu, que habistaste o tempo antes de mim,
que viverás onde já não estou
concede-me um retorno mais apenas
esquece por uma eternidade e meia
o nosso nome
deixa cair todo o ouro sobre o
meu tempo inequívoco
tu, que morreste no meu vagido,
que anseias por nascer no estertor dissonante
esconde atrás dos olhos o desejo
do meu gesto
nu
vinte e três: 01, MMVIII