voz de cascata vermelha e dura
entoa devagar o hino desse jardim
onde o meu olhar morto perpetua
o perscrutínio da vontade
timbre azedo e cremoso e branco
deposita no silêncio uma consonância
que se abra em flor busto vento e
ilumine o dia lilás antigo
confio no som, no nosso som,
no teu imponderável canto
sobre a minha terra ferida.
doze: 04, MMVIII