vi o negro palco
acender-se de ti
aplaudo o recital
da tua vida
de pé
a chorar
quarta-feira, setembro 26, 2007
quinta-feira, agosto 09, 2007
segunda-feira, agosto 06, 2007
XII
olhei para trás uma vez apenas
e a vertigem desapareceu
a memória é um relógio
com cada ponteiro para seu lado
viveste no preciso instante
em que se cruzaram
à meia-noite
morri às seis e meia
lembras-te?
e a vertigem desapareceu
a memória é um relógio
com cada ponteiro para seu lado
viveste no preciso instante
em que se cruzaram
à meia-noite
morri às seis e meia
lembras-te?
quinta-feira, agosto 02, 2007
terça-feira, julho 24, 2007
quarta-feira, julho 18, 2007
quarta-feira, julho 11, 2007
VIII
não é só a tua voz
que me impede
de morrer
a metamorfose
não tem timbre -
e não seria o teu
não és nenhuma
das minhas sete
trombetas
que me impede
de morrer
a metamorfose
não tem timbre -
e não seria o teu
não és nenhuma
das minhas sete
trombetas
quarta-feira, julho 04, 2007
domingo, julho 01, 2007
quarta-feira, junho 27, 2007
domingo, junho 24, 2007
domingo, junho 17, 2007
terça-feira, junho 12, 2007
quinta-feira, junho 07, 2007
I
cai
uma noite tão grande sobre
o mais completo
silêncio
derruba o luar
dali abaixo
e estende-o ao largo
do desejo
(fim de quase
tudo o que não
merece morrer
hoje)
uma noite tão grande sobre
o mais completo
silêncio
derruba o luar
dali abaixo
e estende-o ao largo
do desejo
(fim de quase
tudo o que não
merece morrer
hoje)
quarta-feira, maio 02, 2007
no mar, a madrugada...
domingo, abril 29, 2007
espera
é como um fogo,
o silêncio – uma
opressão no peito
um suspiro trémulo
(o vazio espectral
uma alma doente
como um eco surdo
em gruta sem saída)
nem o vento assobia
nem o ar rumoreja
entre as árvores
nem o lápis sabe
para onde ir já
apenas uma espera
... um silêncio a incinerar ...
apenas um silêncio
29.07.03
(in 2/3 e outros poemas, 2003)
o silêncio – uma
opressão no peito
um suspiro trémulo
(o vazio espectral
uma alma doente
como um eco surdo
em gruta sem saída)
nem o vento assobia
nem o ar rumoreja
entre as árvores
nem o lápis sabe
para onde ir já
apenas uma espera
... um silêncio a incinerar ...
apenas um silêncio
29.07.03
(in 2/3 e outros poemas, 2003)
terça-feira, março 27, 2007
2
a luz morna sobre um
olhar fechado
revela-se parca para
o desvendar da inefável
película de sonho que
espreita pelas narinas
quietas quase tranquilas
12.05.03
(in um barco de papel para Afrodite, 2003)
quinta-feira, março 08, 2007
impromptu II - receituário
cada hora de solidão, um milénio de serenidade
cada minuto de olhos abertos, eternidades vazias de luz para não ver, não...
cada passo, léguas que não levem a destino algum
cada suspiro, golfadas de ar para que voe como um balão e veja a vida lá de cima e veja se percebe alguma coisa do mapa
cada olhar de angústia, um telescópio donde possa ver a sua alma a preto e branco como nas fotografias dos mortos
cada vez que acorda, ver o nascer de uma estrela
cada vez que adormece, ver a morte de uma flor
cada vez que adormece, ver a morte de uma flor
(preciso de mim, e não sei onde me perderam)
08.01.02
(in despojos de lume e de medo, 2002)
domingo, fevereiro 18, 2007
impromptu I - introspecção
sou um espelho sem forma fixa
sou uma luz sem sombra constante
sou um deus sem obra criada
sou uma esfera sem perfeição
sou perfeição sem divindade
sou o que construo do mundo em mim
sou o que o mundo destrói em mim
sou o afecto que não sentes
sou o que sentes no lugar do afecto
sou o vazio que deixas quando aprendes a viver
sou o peso do que me deixas quando queres morrer
sou um em mim e tudo sem mim
sou assim
16.12.01
(in despojos de lume e de medo, 2001)
(in despojos de lume e de medo, 2001)
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
sem título
palimpsesto infinito
rubor sobre a alma
inconsequente memória
acto leve sob a espuma
(in mar branco, nudez insular, 2005)
rubor sobre a alma
inconsequente memória
acto leve sob a espuma
(in mar branco, nudez insular, 2005)
